POLÍTICA

Carros e buzinaço por diversas cidades do Brasil pedindo impeachment do Presidente.




Carreata no Rio de Janeiro. Foto:(Divulgação)

Várias cidades do Brasil vivem um sábado de protestos contra Jair Bolsonaro. Carreatas organizadas por diversas entidades foram às ruas pedir o impeachment do presidente por má gestão da pandemia no Brasil e pela demora na vacinação. Cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Pará, Pernambuco, Bahia, Roraima, Amazonas, Ceará, Alagoas, Acre e Tocantins registram atos em carros para reduzir os riscos de contágio pelo novo coronavírus.
 
Rio de Janeiro

Depois de se concentrar por cerca de uma hora no monumento Zumbi dos Palmares, no centro do Rio, uma carreata que pede a saída do presidente Jair Bolsonaro do governo e apoia a vacinação contra o covid-19 no Brasil saiu pela cidade causando lentidão no trânsito, mas sem registrar nenhuma ocorrência, de acordo com o 5º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, que acompanha a manifestação.

A carreata, com cerca de 100 veículos por volta do meio-dia, ocupou uma faixa de uma das principais avenidas da cidade (Av. Presidente Vargas). Bandeiras, buzinas e gritos de "Fora Bolsonaro" eram ouvidos ao longo do caminho.

O movimento foi organizado pelas entidades Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, com apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), e está sendo realizado em várias cidades do País. As entidades envolvidas criticam a postura de Bolsonaro em relação à crise sanitária, que já fez mais de 210 mil mortos no Brasil.

Brasília

Uma carreata pró-impeachment do presidente Jair Bolsonaro, organizada por partidos da oposição, chegou ao centro da capital federal na manhã deste sábado, 23. Os pedidos de vacina e de afastamento do chefe do Executivo foram a tônica do ato em Brasília, marcado por críticas aos atrasos na imunização da população contra a covid-19.

Nas redes sociais, políticos da oposição divulgaram o evento. De acordo com a assessoria da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), cerca de 500 veículos participaram do protesto. O Batalhão de Trânsito da PM fez o acompanhamento do ato e nenhuma ocorrência havia sido registrada até a publicação deste texto.
 
O comboio de carros trazia faixas da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de partidos como Rede, PT, Psol e PSTU. Ao som de buzinas, manifestantes pediram o fim da gestão do presidente da República. "Acabou, acabou! Vai embora (Bolsonaro), leva toda a sua gangue", gritou uma manifestante. A fila de carros saiu da Torre de TV de Brasília e passou pela Esplanada dos Ministérios e por vias secundárias que cruzam a capital de norte a sul.

Na avaliação do porta-voz do partido Rede Sustentabilidade no DF, Ádila Lopes, a mobilização deste sábado foi um "esquenta" para o ato previsto para o dia 31 de janeiro - na véspera das eleições para a presidência da Câmara e do Senado.

Para Lopes, o apoio de movimentos de direita ao impeachment de Bolsonaro mostra uma oportunidade de convergência em prol da democracia. "Quando você chega a situações delicadas como a que a gente tem, essas movimentações tendem a ir caminhando para um funil, de modo que em algum momento se encontrem", disse.

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que também marcou presença na carreata, convocou a população a manter as cobranças pela saída do presidente da República em manifestações, panelaços e pressão nas redes sociais. "Para aqueles que dizem que colocar o impeachment agora é gerar instabilidade no Brasil, nós temos que responder que a instabilidade já está acontecendo e a crise está grave. E a instabilidade tem nome: Jair Bolsonaro", declarou.
 
"Ao lado da luta da vacina para todos, pelo fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde), ao lado da luta pela renda emergencial para que nosso povo não passe fome, a principal luta política é tirar Bolsonaro. Por isso é muito importante as manifestações que estamos fazendo", acrescentou.

Para este fim de semana, movimentos de esquerda, de direita e representantes da sociedade civil convocaram atos em favor do impeachment em ao menos sete capitais e no Distrito Federal. Conforme o Estadão mostrou, atores políticos que estiveram em lados opostos durante o impeachment da presidente Dilma Rousseff agora pedem juntos a saída de Bolsonaro. É o caso da Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, que apoiaram a petista em 2016, e o MBL e o Vem Pra Rua, que defenderam a queda da petista.

Entretanto, os protestos organizados por cada grupo estão sendo marcados para dias separados. O Acredito, movimento de renovação política, e os grupos de esquerda organizaram seus protestos neste sábado, enquanto os grupos de direita marcaram seus atos para domingo, 24.





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