PET

Adotados no Cepad, pets recebem carinho dos tutores


Foto:(Adeilza Silva)

A adoção de um bicho de estimação é um ato de amor e de responsabilidade. É no Cepad (Centro de Proteção ao Animal Doméstico), da Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente, que acontece muitas adoções. Depois do encantamento inicial, contudo, é hora de os tutores assumirem a decisão tomada com as obrigações inerentes aos cuidados dos pets. Mas também é momento de aproveitar a excelente companhia que eles proporcionam.
 
É importante ter plena consciência de que os animaizinhos precisam de alimentação, higiene e abrigo adequados, cuidados com a saúde, consultas e vacinas, passeios diários e algumas outras incumbências por parte dos seus tutores.

O tutor Ademir Luiz dos Santos conta que os pets vieram para preencher a sua vida, tornaram-se amigos. "Temos uma filha de 14 e uma de seis anos e foi uma alegria só", conta. Santos lembra que a família foi ao Cepad adotar um gatinho para a filha mais nova e saíram com três cachorros "irmãos".

Para Isabela Nunes, tutora do gato Josi, a adaptação do pet foi muito rápida, mesmo sendo o bicho com deficiência devido a um atropelamento. O gato foi adotado depois dos cuidados na recuperação recebidos no Cepad. "Estou com o Josi há um ano e nove meses, ele é amputado da perna traseira. O pessoal do Cepad que cuidou da cirurgia dele foi impecável. Ele chegou em casa e se adaptou super-rápido, hoje escala tudo. Eu já tinha três gatos quando adotei ele, e hoje tenho sete, porém, adotado do Cepad, apenas ele", relata.
 
Carinho dos velhinhos

Já para Adeilza Silva, tutora de quatro cachorros e dois gatos (todos adotados no Cepad), os pets precisam de carinho, ainda mais se forem velhinhos, como foi a preferência dela na adoção. Muitas pessoas só adotam animais jovens, esquecendo que os idosos retribuem em carinho tanto quanto os mais novos, afirma Adeilza. "Os idosos são mais carinhosos, mais quietos, e eles dão gastos assim como qualquer animal jovem. Não tem diferença. Eles são gratos e eu mais ainda", finaliza.

Essa integração entre homem e animal desenvolve laços de empatia, cuidado e troca. A psicóloga Rose Santos conta a história de um casal cujo marido estava em estado de depressão. Segundo ela, a esposa já gostava de animais, ao contrário do marido. Ela encontrou um gatinho debilitado e por conta de ter de se ausentar para cuidar da mãe deixou o felino aos cuidados de seu cônjuge.

Durante esse período, continua a psicóloga, eles criaram um laço de companheirismo e afeto que hoje é difícil de se separarem, melhorando o ânimo de marido.
 

"Os benefícios para saúde mental e física de possuir um animal de estimação foram provados por vários estudos científicos. Os laços afetivos entre os animais e os seres humanos são poderosos e a ligação entre os animais, o homem e o bem-estar proporcionado são inegáveis", explica Rose.


Existem pesquisas feitas dentro de hospitais onde permitem a entrada de animais de estimação dos doentes para ajudar na recuperação do tratamento de crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, relata a psicóloga.

"Essa aproximação se intensificou na pandemia, por conta do isolamento social, onde houve uma ligação mais intensa entre pessoas e seus bichinhos ao partilhar o dia a dia com eles. Com isso, reduziu-se a possibilidade de desenvolverem depressão em tempos de quarentena", comentou a especialista.
 
Para quem quer adotar

Os interessados em adotar um pet, podem procurar a unidade I do Cepad, na rua Vera Cruz, 340 - Bairro dos Altos, todos os dias, incluindo finais de semana e feriados, das 9h às 16h, portando um documento oficial com foto. Outras formas de contato são os telefones 11 4198-0819/4199-1500/3164-9735 e as redes sociais como o FacebookInstagram e Tik Tok.

 





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